No 1.º trimestre de 2026, o preço mediano dos 35 953 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2 337 €/m2, na sequência de uma taxa de variação de 19,8% em relação ao 1.º trimestre de 2025 (17,5% no trimestre anterior). O número de transações de alojamentos familiares em Portugal diminuiu 10,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2025, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se a sub-região Lezíria do Tejo (+30,4%).
As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro). Nas sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, o preço mediano (€/m2) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 34,5% e 16,9%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
No 1.º trimestre de 2026, os preços da habitação aceleraram (isto é, registaram aumentos nas taxas de variação homóloga) em 11 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 13, no 4.º trimestre de 2025), tendo os municípios do Funchal (+25,2 pontos percentuais (p.p.)) e de Guimarães (+24,1 p.p.) apresentado os maiores acréscimos. O município de Matosinhos (-11,9 p.p.) registou a maior diminuição na taxa de variação homóloga. Os municípios de Lisboa e do Porto registaram acréscimos de 0,3 p.p. e 2,4 p.p. nas taxas de variação homólogas do 4.º trimestre de 2025 para o 1.º trimestre de 2026. Os municípios de Lisboa (5 292 €/m2), Cascais (5 000 €/m2) e Oeiras (4 511 €/m2) apresentaram os preços da habitação mais elevados.
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