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Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Dicas e análises estruturadas para quem pretende aprender a investir
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spetsnatz
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Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Mensagem por spetsnatz »

Introdução

Este é o meu primeiro post nesta comunidade de investidores a que me junto, a convite do meu grande amigo Virtua, o chefe deste estabelecimento, a quem aproveito desde já para enviar um grande abraço. Obrigado pelo convite Virtua e enquanto amante dos bons velhos fóruns, como estás a recriar aqui, desejo-te toda a sorte e espero fazer parte da história desta comunidade.

Aproveito para partilhar aqui um post que lancei no Reddit há uns meses e que, espero, vos possa inspirar para colocarem os vossos planos por escrito. Se querem ter sucesso e alcançar os objectivos a que se propõem devem, antes de tudo, defini-los de forma clara.

Contexto

Recentemente a minha mulher disse que eu era um péssimo conselheiro porque não a orientava com "dicas quentes de ações a comprar".

Percebi nesse momento que estava a falhar na transmissão da minha filosofia de investimento dentro da minha própria família e decidi escrever-lhe um memorando interno (aka notas presas no íman do frigorífico junto à lista de compras) com um resumo muito superficial da minha filosofia de investimento e aquilo que considero ser os bons mandamentos para um investidor de sucesso (leia-se um investidor que atinge os seus objectivos independentemente dos resultados financeiros).

Inspirado pelo JL Collins, que usou como base para o seu livro, The Simple Path to Wealth, as cartas que escreveu para a sua filha se guiar e ser feliz no percurso de vida, tenho vindo a escrever alguns memorandos acerca do conhecimento que pretendo passar para os meus filhos, à medida que invisto a fatia de património que pretendo passar-lhes no futuro. Escrevo para que, no futuro, possam perceber quais as bases que me apoiaram na decisão que tomei para gerir o dinheiro que invisto em nome deles.

Uma vez que recebo, frequentemente, mensagens de membros que pretendem iniciar-se neste mundo de investimentos a solicitar ajuda, partilho este pequeno guia, muito superficial, daquilo que eu considero serem os mandamentos que constroem um investidor confiante. Desta forma, poderei apontar facilmente este post para quem me solicitar ajuda.

Notas

- Este "guia" é fortemente influenciado pela minha filosofia de investimento: a dos Bogleheads.

- Este texto não pretende ser qualquer tipo de aconselhamento financeiro, é algo extremamente pessoal que escrevi para demonstrar à minha mulher as bases que sustentam o meu percurso financeiro e que gostaria de partilhar com quem quiser ler. Como sempre, façam o vosso próprio estudo e construam os vossos próprios mandamentos, o meu único intuito é esse mesmo: motivar-vos a colocar o vosso plano por escrito.

- O que funciona para mim pode não funcionar para ti e é bom que assim seja. As finanças pessoais são isso mesmo: pessoais.

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TL;DR:

- Cria um orçamento mensal, vive abaixo das tuas possibilidades e investe o que poupares

- Constrói um portfólio ajustado ao teu perfil de risco, divido entre ações e obrigações

- Compra fundos de baixo custo e diversificados

- Gera o menor número possível de cenários em que tenhas de pagar imposto (vende apenas a longo prazo e opta por acumular os dividendos em vez de os distribuir)

- Segue o rumo e ignora o ruído

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Mandamentos de um Bom Investidor

1. Cria um Plano para Investires

1.1 Vive Abaixo das Tuas Possibilidades

- Gasta menos do que ganhas, investe o que sobra.

- Não descures gastar no que gostas, do que precisas para ser feliz, mantendo a margem de poupança que pretendes.

- Ter um orçamento familiar é fundamental para teres uma visão geral do dinheiro que entra e sai, terás uma gestão mais eficiente do teu dinheiro.

- Viver abaixo das possibilidades permite-te determinares a diferença entre o que "precisas" e o que é realmente fundamental.

1.2 Cria Um Plano Que Funcione Para Ti

- Desenha o estilo de vida sustentável que queres e cria um orçamento familiar para o alcançar.

- Define objectivos financeiros de curto, médio e longo prazo e cria parcelas de investimento para atingires cada um (quanto maior o prazo, mais risco podes correr):
. ex.: Reforma, Compra de Casa, Educação dos Filhos

- Evita dívida má, se for impossível paga-a primeiro.

- Fundamental: Definir uma taxa de poupança mensal, quanto maior, mais dinheiro terás no futuro e mais cedo te poderás reformar.

- Coloca o teu plano por escrito, dá-te uma melhor perspectiva sobre o mesmo e ajuda a comprometeres-te, reforçando a disciplina para o cumprires.

- É impossível adivinhar o futuro, mas ajuda imaginares vários cenários de como a tua vida se vai desenrolar, faz com que o teu plano tenha margem para acomodar o resultado de cada um.

1.3 Demasiado Risco é Mau e Risco Mínimo Também

- Sê brutalmente honesta contigo mesma e define quanto risco estás disposta a correr, coloca perguntas a ti própria como:
. Se o mercado estiver em queda, irei vender tudo em pânico?
. Continuarei com coragem para seguir em frente com o meu plano?
. A ideia de uma queda de 50% do valor da tua carteira dá-te a volta ao estômago ou irás aceitar como parte natural do processo?

- É importante fazeres o exercício de conheceres a fundo o teu grau de aversão ao risco, mas apenas terás uma perceção real quando atravessares por um período de quedas e pânico. A prática é muito diferente da teoria, sobretudo quando a tua razão é avassalada pelo medo.
. “Everyone has a plan until they get punched in the mouth.” - Mike Tyson

- Maximiza os teus resultados futuros, correndo o menor risco ajustado possível, tendo em conta os teus objectivos:
. Ações: Historicamente têm uma taxa de retorno superior a longo prazo, mas têm maior risco e volatilidade (subidas e descidas diárias dos preços). Em teoria, o preço das ações acompanham a tendência da economia a longo prazo: crescer. Contudo, os preços podem estagnar ou descer durante períodos muito longos, décadas até. Por isso é importante acrescentar instrumentos com a menor correlação possível, idealmente negativa até, como as Obrigações (dívida privada ou pública), daí a importância da Alocação de Ativos.
. Obrigações: São promessas de pagamento de um empréstimo dentro de um período de tempo predefinido, a que se soma um prémio fixo ou variável, o que permite um retorno mais estável do nosso dinheiro, mas o menor risco traz um preço: menor expectativa de retorno.

- Uma percentagem proporcionalmente maior de ações face a obrigações traz uma perspectiva de retorno superior, mas maiores dores de cabeça. O teu objectivo passa por dormires mais descansada à noite, logo procura o equilíbrio perfeito para ti.

- Qual é esse equilíbrio? Excelente questão, mas não sou eu que te irei responder. Tem em conta o seguinte:
. Qual o horizonte temporal do teu plano? Dá-te margem para correres maior risco e teres mais tempo para recuperares das quedas?(lembra-te que as quedas não são raras e muito menos surpreendentes, são expectáveis e podem durar vários anos, apenas não poderás saber quando chegam e quanto tempo duram)
. Quanto mais risco pensas tolerar e quanto maior for o prazo de investimento, maior deverá ser o peso das ações na tua carteira, mas é algo altamente subjectivo.
. Começa com 60% de Ações e 40% de Obrigações e trabalha a partir daí para definir o equilíbrio ideal para ti, usa os dados passados para te apoiares. Não são garantia nenhuma para o futuro, mas são a melhor base para tomares decisões, a única constante é o que já aconteceu, tudo o resto é incerto. Usa ferramentas de teste como: Backtesting
. Não corras demasiado risco: mais do que 75% em Ações não é para todos
. Não fujas do risco: menos do que 25% em Ações é matares a tua expectativa de retorno futuro

- À medida que envelheces deves reduzir o risco, aumentando a percentagem de obrigações e reduzindo as ações. Tem cuidado para não reduzires demasiado o potencial de retorno, para não ficares sem dinheiro para o futuro.

- Quanto menos tempo tens para recuperar das quedas e se dependes da renda que os teus investimentos geram, maior será a necessidade de protegeres o teu capital.

- É fácil subestimar o poder do risco quando imaginas como algo provável, mas longínquo. Apenas consegues sentir realmente os efeitos que o medo te pode causar quando passas por eventos como a crise de 2008, a pandemia em 2020 ou a incerteza que atravessamos agora em 2022, usa o que sentes neste momento como base para a tua percepção de tolerância ao impulso destrutivo de vender tudo e fugir dos mercados.

1.4 Começa Cedo e Com Consistência

- Depois de teres um plano traçado e uma taxa de poupança definida, podes dar inicio ao processo de acumulação de riqueza.

- Qual é que deve ser a tua taxa de poupança? Mais uma vez, é algo pessoal demais para te responder, mas deverá ser 10% no mínimo, 20% é bom, mais do que isso é excelente, mas potencialmente perigoso. Não poupes demasiado sacrificando o presente em prol de um futuro incerto, não descures o facto de que com a idade tendes a retirar menos valor das experiências e menos capacidade física/mental para o fazeres.

- Não menosprezes o efeito de acumulação de riqueza e dos juros compostos. Os juros do teu investimento inicial geram mais juros e assim sucessivamente. O dinheiro que contribuis para o teu investimento no 1º ano representará, num período de 40 anos, 7% do valor global e os primeiros 10 anos representarão mais do dobro.
. 10% sobre 1000€ geram 100€
. 10% sobre 1100€ (1000€ + 100€) geram 110€
. e por aí fora...

- O tempo é teu amigo, começa o mais cedo que puderes e coloca o dinheiro a trabalhar por ti.

- Só terás dinheiro para investir se poupares, daí a importância de começares cedo e reservar parte do teu orçamento mensal para pagares a ti própria.

- Mais do que conhecimentos técnicos, o segredo para um bom investidor é a consistência. Quanto mais tempo estiveres exposta ao mercado, num investimento diversificado e de baixo custo, maior será o teu retorno.

2. Cria um Portfólio

2.1 Diversifica

- Investir é avassalador no início, tens tantas opções à tua disposição e tens medo de não conseguir identificar os vencedores, o medo faz-te pender para a inércia e escolhes adiar pela melhor altura para o fazeres, quando te sentires mais confiante. Não faças isso, age o mais cedo possível, mas com confiança e só depois de traçares o teu plano.

- Na maioria das profissões, a experiência está fortemente relacionada com o sucesso, porque és capaz de tomar melhores decisões, reconhecer padrões e ter melhores resultados. Isso tudo, em termos técnicos, é praticamente irrelevante no mundo do investimento. A maioria dos investidores têm um resultado inferior à média do mercado devido a uma série de factores que os levam a tomar más decisões, desde o excesso de confiança aos custos altos dos seus investimentos, factores que se acumulam negativamente ao longo do tempo, causando efeitos exponencialmente nefastos nos seus retornos e, sobretudo, nas suas expectativas (o efeito composto funciona tanto para aspectos negativos como positivos, desde que se prolonguem de forma agregada no tempo).

- Ao contrário do que te é sugerido, contentares-te com um resultado médio vai garantir que batas cerca de 80% dos profissionais, cujos resultados são brutalmente reduzidos devido aos custos de gestão elevados que praticam. No mundo dos investimentos, ser mediano é um factor positivo, ao contrário do que a indústria te tenta vender.
. “Average returns for an above-average period of time = extreme outperformance. It's the most obvious secret in investing.” - Morgan Housel

- Posto isto, podes obter diversificação de forma simples, barata e eficaz através de fundos de índice, sobretudo sobre a forma de fundos cotados em bolsa, ou ETFs. Podes adquirir facilmente uma vasta fatia de empresas mundiais do mundo desenvolvido, em desenvolvimento ou ambos, conforme o grau de diversificação que procuras. Quantos mais países, sectores e empresas envolveres na tua carteira, mais diversificada estarás e podes fazer isso facilmente com 3, 2 ou mesmo apenas 1 ETF.

2.2 Aposta na Simplicidade

- Conforme referi no ponto anterior, não precisas de incluir muitos ativos na tua carteira para estares suficientemente diversificada. Por exemplo, basta apenas 1 ETF mundial para deteres milhares de ações de vários sectores e com diferentes níveis de capitalização (dimensão financeira). Podes ainda investir em obrigações através do mesmo tipo de estratégia, basta 1 Fundo diversificado de obrigações públicas (de países).

- Uma abordagem simples à construção do teu portfólio tem várias vantagens:
. Mantém os custos baixos (incluindo impostos).
. Não necessitas de muito trabalho a analisar ou registar os teus investimentos.
. Simplifica o rebalanceamento (mexeres no peso relativo (%) de cada ativo da tua carteira).
. E, sobretudo, liberta o teu tempo para o que realmente importa: gozar a vida.

- Ao manteres os teus investimentos de forma simplificada, com o menor número de instrumentos em carteira possível, verás que existe menor necessidade de acompanhar os altos e baixos dos mercados, as notícias exageradas, o pânico generalizado, etc. Quanto mais distanciada estiveres do ruído gerado por factores irrelevantes para o teu plano, menos necessidade terás de estar constantemente a pensar em dinheiro e a sofrer com o mesmo, não tornes os teus investimentos demasiado pessoais, senão irás sofrer muito mais nas quedas.

2.3 Usa Fundos de Índice Sempre que Puderes

- A forma mais eficaz e barata de investir, sobretudo para principiantes, é deter o mercado todo. Hoje em dia consegues fazê-lo facilmente através de Fundos de Indíce, sobretudo ETFs, que são cotados em bolsa e facilmente transacionáveis.

- Um fundo de Índice, tal como nome indica, procura replicar determinado índice (grupo de empresas listadas em determinado sector/país), quer seja o grupo de maiores ações Americanas, Europeias ou de todo o Mundo. Dessa forma estarás bastante diversificada, estando exposta ao retorno historicamente superior das ações enquanto minimizas a volatilidade, uma vez que deténs o mercado inteiro, em vez de ações específicas em menor número. E, sobretudo, de forma extremamente barata.

- Sempre que possível, deves comprar unidades no fundo de Índice, ou fundos, que escolheres, o mais cedo possível e durante o maior período de tempo que conseguires.

2.4 Mantém os Custos no Mínimo

- Há um valor que deves ter em mente ao escolheres um Fundo de Ações: a TER (Total Expense Ratio). Esta taxa pode variar entre 0,15% e 2% (às vezes mais até) e representa o peso que os custos de gestão têm sobre o dinheiro que tens no fundo. Uma TER de 1% significa que 1% do teu capital será retirado anualmente para pagar a gestão e despesas correntes do fundo, quer tenhas um retorno positivo ou negativo nesse ano (excepto nos ETFs onde a TER é aplicada directamente no dinheiro do fundo e o preço cotado ajusta-se).

- Este custo soma ao facto de, à partida, um fundo de gestão activa (tipicamente mais caro e acima de 1%) ter o retorno base inferior a um simples fundo de índice de gestão passiva (normalmente entre 0,15% e 0,25%), fruto da incapacidade da maioria dos profissionais baterem o retorno médio do mercado.

- Uma TER de 1,20% face a uma de 0,20% terá impacto enorme no teu capital a longo prazo (30 ou 40 anos).

- A diminuição de apenas 1% da taxa de custos, a 40 anos de contribuições mensais regulares, por exemplo, representa uma acumulação de mais 25% de capital na reforma e de 10 anos extra de dinheiro disponível, conforme indica a imagem:
Imagem


2.5 Paga Menos Impostos

- O teu plano estará sempre rodeado de incerteza dada a complexa teia de variáveis futuras impossíveis de quantificar no presente. Contudo, existem algumas certezas: A morte chegará e até lá terás que pagar os teus impostos.

- Ao longo do teu percurso enquanto investidora deves minimizar os actos que são alvos de tributação, ou seja que geram a obrigação de pagamento de imposto sobre mais-valias. Como tal, na fase de acumulação de riqueza deves evitar fundos de distribuição de dividendos. Dividendos são prémios que as empresas escolhem, ou não, distribuir pelos acionistas. Se optares por um fundo de acumulação de dividendos, não só beneficiarás do efeito de capitalização de juros (através do reinvestimento destes no próprio fundo) como evitarás pagar impostos de cada vez que estes são distribuídos. Uma vez que os dividendos num fundo de acumulação não saem do fundo, não pagas impostos sobre os mesmos, apenas quando vendes as tuas unidades de participação e geras mais-valias.

- Deves também evitar vender ativos para que não gerem o pagamento de imposto, é fundamental preservares o teu capital na fase de acumulação de património, daí a a importância de não cederes à tentação de vender nas quedas.

- Podes ainda optar por um PPR que tem benefícios à entrada e à saída (tributação mais baixa na reforma), mas nem sempre compensam face à expectativa de retorno inferior devido aos custos de gestão mais elevados. Tem isso em consideração no teu plano, o Excel é teu amigo.

3. Mantém a Disciplina

3.1 Não Tentes Ser Melhor que a Média

- Existe inúmera literatura que aponta para o facto de cerca de 80% dos investidores não conseguirem bater o mercado, ou seja têm resultados inferiores à média do mesmo.

- Não te deixes influenciar pelas listas dos melhores fundos do ano, quem compra através destas listas tende a comprar um fundo que teve o melhor resultado em determinado ano e vende-o no ano seguinte quando fica para trás. Os vencedores de hoje são os perdedores de amanhã.

- Não tentes bater o mercado procurando a famosa “melhor altura para investir”. A melhor altura foi ontem, a 2ª melhor é hoje. A maioria dos investidores não consegue bater o mercado porque:
. Compram os vencedores de ontem, os fundos e ações do topo da lista de resultados dos últimos meses/semanas.
. Permitem que as emoções e vieses cognitivos os guiem para a ilusão que conseguem prever o movimento futuro dos mercados. Algo que a teoria comprova ser, a curto prazo, praticamente aleatório.
. “A blindfolded monkey throwing darts at a newspaper's financial pages could select a portfolio that would do just as well as one carefully selected by experts.” - Burton Malkiel
. “Malkiel was wrong, the monkeys have done a much better job than both the experts and the stock market.” - Rob Arnott

- Estes comportamentos empurram a maioria dos investidores para a mentalidade “*Buy High, Sell Low*” que a única garantia que traz é a de maus resultados.

- Cria um plano sólido e segue-o à risca, isso vai permitir-te automatizares as tuas ações tendo em conta o conjunto de ações mensais que delineaste. Investir seguindo um plano permite-te desligar as emoções no processo de tomada de decisão, ignorando assim o ruído desnecessário. O mercado está a cair? Compras. O mercado está a subir? Compras. Esta atitude irá reduzir substancialmente a ansiedade com que lidas com o dinheiro e os teus investimentos.

3.2 Segue o Rumo

- Este é o maior desafio do investidor e o factor que separa aqueles que cumprem os seus objectivos e aqueles que ficam pelo caminho.

- As quedas do mercado são naturais e expectáveis, não as ignores. Quando os preços sobem, vão-te dizer que estão sobrevalorizados, quando caem dizem-te que ainda não vimos o fundo e vão continuar a cair. Ignora tudo e segue o teu rumo.

- Não compres mais porque cai, nem compres menos porque sobe e vice-versa. É verdade que as quedas representam uma oportunidade de compra, mas podem causar frustração quando colocas um valor significativo no mercado a pensar que bateu no fundo, apenas para veres que continua a cair nas semanas seguintes, o que poderá ser um choque emocional grande. Isto representa também uma forma de tentar bater o mercado, que não é eficaz.

- Nas quedas, a distribuição da tua carteira será particularmente útil, pois as ações irão cair mais e as obrigações servirão para reduzir a volatilidade, algo que deves planear antes de investires, de modo a evitar tomar decisões com a emoção à flor da pele.

- A única correção que deves fazer ao longo do caminho é a de manter a proporção de ações e obrigações que delineaste. Se definiste 60/40 e as ações representarem 70% a dado momento, deves restaurar o equilíbrio da tua carteira. Evita venderes de modo a não gerar o pagamento de imposto, deixa simplesmente de comprar a parcela que está em excesso e canaliza o dinheiro para a outra.

- Segue o rumo do teu plano, não te distrais, ignora o ruído venha ele de onde vier, “peritos” da comunicação social, redes sociais, amigos, familiares ou mesmo...do teu marido. Revê as contas 1 vez por mês ou apenas anualmente. Desfruta da vida e não deixes que o dinheiro seja um problema para ti e te faça perder o sono.
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Virtua
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Re: Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Mensagem por Virtua »

Muito Obrigado pela partilha Spetz ;)

Aproveito para deixar aqui o link para o post original e reacções ao mesmo: Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Estou a gostar imenso a entreajuda das diferentes comunidades com o objectivo de educarmos as pessoas em investimentos. O Reddit tem, na minha opinião, melhorado muito e é um bom sitio para tirar dúvidas "no momento" porque anda sempre lá muita gente. Este tipo de fóruns como que eu o D@vid criamos é com o objetivo de que não se perca a muita boa informação que se vai dizendo por aqui (que acho que é o problema de social media disfarçado de fóruns, como o discord e o reddit).

Passo seguinte: Criação de mega-site de investimentos e literacia financeira!!
Links: Site do investidor || Apps do investidor //"Know thyself, nothing to excess, certainty brings ruin."
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D@emoon
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Re: Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Mensagem por D@emoon »

Muito bom.
Links: Site do Investidor // App Backtester "O risco vem de não saber o que se está a fazer" - Warren Buffett

Não enviem mensagens privadas, exponham as dúvidas com a comunidade!
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zpmarcos
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Re: Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Mensagem por zpmarcos »

Já conhecia do reddit.

Serviço público!!! Obrigado Lenda!
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Pedro rosa
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Re: Mandamentos de um Bom Investidor - Um Guia Pessoal

Mensagem por Pedro rosa »

Tão bom e tão útil que me é estás leituras, eu que intendo muito pouco de mercados estás leituras de comportamento fazem toda a diferença.

Muito obrigada
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