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Discussão Sobre Mercados

Iniciado por Virtua · 10 de abril de 2025 915 respostas 230 495 visitas

#881




😆


Muito depende dos bonds, yields dos treasuries, crédito-liquidez e da situaçao no estreito de hormuz, há rumores de que a administraçao trump terá feito um " acordozinho " com os houtis para eles não estragarem muito as coisas na arábia saudita, etc veremos...

O império está a chegar ao fim da sua fase de topo, já passou aliás e como sempre no passado, há turbulência na transição.

Philip O Brien, na mouthpiece do establishment norte americano, O Atlântico, que já teve uma revista em PT, comenta:

https://www.theatlantic.com/ideas/2026/ ... ne/688639/

"The American age that followed World War II was bound to end eventually. What’s shocking is how suddenly that moment has arrived. In the past six months, America’s power—long exemplified by the world’s best warfighting equipment and most highly trained military personnel, a global network of bases and logistics systems, and military and diplomatic partnerships with all corners of the world—has proved insufficient to defeat Iran, an economically stagnant regime armed with cheap missiles and drones.

O’Brien admits that Iran’s destruction of key US regional bases is what led to the immediate balking of US aggression, a thesis which had originally been scoffed at by establishment flacks until the reality slowly set in:

The effect of these losses on U.S. operations was nearly instantaneous. A key reason the Trump administration did not militarily escalate with Iran over the summer, despite all of its threats to do so, was the loss of the base in Bahrain—which the Navy relied on for decades to resupply ships in the Middle East. Instead, the so-called logistical tail for U.S. naval operations had to stretch all the way to Diego Garcia, a British-controlled island in the Indian Ocean more than 2,000 miles from the Strait of Hormuz.

The vulnerability of U.S facilities near Iran is so great and the prospective cost of repair is so large that, as The Washington Post reported last month, administration officials might not want to rebuild them at all. One way to spin the situation is as a “once-in-a-generation chance for the Pentagon to reconsider its presence” in the Persian Gulf region, as the Post put it. But the basic fact is that defending key facilities against even a less technologically advanced foe such as Iran is not something that the U.S. military can currently do.

The key paragraph however has to be this one, wherein O’Brien explains how vastly China has dwarfed the US in all the key modern enables of true military and economic power:

The erosion of American manufacturing superiority is an old story, but it is a key element for understanding the end of the American age. The U.S. could once outbuild other powers by tapping into civilian production. During World War II, Americans retooled the automotive industry to build aircraft. Today, relative to the rest of the world, the United States does almost no civilian shipbuilding. China, in comparison, makes about 50 percent of the ships in the world and controls about 80 percent of the world’s drone manufacture. Having built its military to prevail in a burst of high-intensity fighting, the United States simply lacks the equipment, stockpiles, and rested forces to engage China for any extended period of time.

He concludes without the usual smarmy equivocating, which leaves the door open to some fantasy of American resurgence. His determination is final—America is done:

All of history’s previous superpowers have eventually declined. The emergence of East Asia as the center of the world’s economic output was always going to reduce American influence. The transition from one global age to the next is seldom evident in the moment. As recently as February, few experts would have predicted that the United States—a global colossus for more than 80 years—would end up so hamstrung by Iran. But the conflict reveals something important: The American age has come to an end. U.S. global dominance cannot continue without the power sources that brought it about."


Yep. O que é que isto significará para investidores, no futuro? Ainda não é certo.

Quanto aos mercados o que era preciso era mais um anuncio trumpiano de uma nova vaga de tarifas sobre todo o mundo que fizesse crashar o sp500 durante 1 semana, isso é que era um dip a sério. Tenho certeza que o trump e associados apreciariam mais umas compras em saldos:


#884




https://www.unz.com/acrooke/one-quiet-e ... n-slipped/



" the reality of the prospect of U.S. economic ‘defeat’ was clearly spelled out by Paul Volcker, former chair of the Federal Reserve, when he said that what holds the entire globalist system together had been the massive flow of capital from abroad – running to more than $2 billion every working day – that sustained America’s comfortable, low inflationary lifestyle.

Today, with the U.S. in an era of unsustainable structural budget deficits, Trump is laser-focused on America’s financial core: The Treasury bond market (America’s lifeline) and the stock market (America’s wallet). Both are fragile. And any external pressure could trigger a chain reaction:

“In short, America is no longer confident in its own financial fortress. And China is no longer playing by the old rules. This isn’t just a trade war — it’s a war for the future of global finance”, Varoufakis states. Which is why Trump threatens war on anyone seeking to supplant or bypass the U.S. dollar trading monopoly.

Trump’s “reciprocal tariffs” therefore were never about balancing trade. What they amount to is an attempt to restructure creditors. “It’s what you do in bankruptcy”, as one commentator wryly notes. The demands for greater contributions from NATO states is precisely an exercise in demanding creditor revenue – as was Trump’s Gulf trip).

The purpose of the New Cold War primordially consists in choking off China’s rise. This aim effectively represents common ground amongst all factions of the Establishment – protecting the dollar system from collapse."







Ironicamente, se os USA não tivessem começado com a " contenção/ pivot da china " em 2011-12 até hoje, provavelmente a China continuaria com o nivel elevadissimo de titulos do tesouro que detinha nesses anos o que faria do dólar, uma moeda muito mais estavel e com futuro garantido, sem tanta gente a querer escudar se contra a sua " weaponização", as yields não estariam nos 5% etc etc
★ Uma das mais úteis
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Meme da primeira página actualizado.

Anexos

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"We are drowning in information, while starving for wisdom."
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#889
Depois do vídeo do Dimon sobre o financiamento do boom da IA, vale a pena olhar para os grandes bancos americanos.

A época de resultados do 3.º trimestre arranca com os grandes bancos americanos, por isso fui ver como chegam os financeiros grandes dos EUA (dados de 9 de outubro):
- JPM: P/E 14,3, P/VC 2,7, -5% no último mês
- BAC: P/E 12,6, P/VC 1,6, -13% no mês
- GS: P/E 13,8, -12% no mês
- WFC: P/E 12,1
- C: P/VC 1,16, o mais barato dos grandes em valor contabilístico

Chegam aos resultados depois de uma correção, por isso a fasquia parece mais baixa do que no verão. A margem financeira e as imparidades são o que vou acompanhar.

Comparação completa de 45 financeiras (com dividend yield e ROE), sem registo: https://relaxfolio.com/app?q=076ba3598f7b

(Ferramenta feita por mim, não é recomendação.)
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Este gajo ainda está vivo? 🙂
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Este gajo ainda está vivo? 🙂
É IA. 😁

Entrevista completa:
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Para quem acompanha o ouro: no Relaxfolio (divulgação: ferramenta feita por mim) filtrei mineiras de ouro e prata cotadas nos EUA com mais de 5 mil milhões de dólares de capitalização, ordenadas por P/E forward (dados de 16 out 2026): HMY 5,1, GFI 7,0, KGC 7,8, Barrick 9,3, NEM 11,2. A maioria está 23–43% abaixo dos máximos de 52 semanas. Como são empresas cíclicas, estes múltiplos baixos podem refletir lucros em pico e não necessariamente barato. Material de pesquisa, não é aconselhamento de investimento: https://relaxfolio.com/app?q=44848f68206f
#894
Fusão da SpaceX e Tesla pode criar gigante de 3,5 biliões de dólares. Qual é o plano de Musk?

Caso se concretize, a fusão poderá criar uma das cinco empresas mais valiosas do mundo, mas os acionistas terão de avaliar se as sinergias compensam os riscos da operação.

https://eco.sapo.pt/2026/10/21/fusao-da ... o-de-musk/
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Gold below 4k USD?
ui ui ui....

😲 😲
#896
Gold below 4k USD?
ui ui ui....

😲 😲
É a volatilidade a trabalhar. Ainda há quem ache que o valor do ouro é estável. Quem quer estabilidade investe no Property 😆
#897
Gold below 4k USD?
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É a volatilidade a trabalhar. Ainda há quem ache que o valor do ouro é estável. Quem quer estabilidade investe no Property 😆
O ouro é estável se tiveres umas barras no cofre, não desaparece de lá, é como o dinheiro na conta, está lá mas está a perder 3,6% 😆

Qualquer dia vou mandar mensagem para os tipos da Square para fazermos uma parceria com o fórum, cada novo cliente ganhamos comissão 😆
"O risco vem de não saber o que se está a fazer" - Warren Buffett Não enviem mensagens privadas, exponham as dúvidas com a comunidade!
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#898
Qualquer dia vou mandar mensagem para os tipos da Square para fazermos uma parceria com o fórum, cada novo cliente ganhamos comissão 😆
Se as subscrições pudessem ser feitas diretamente na sociedade gestora em vez de um banco intermediário, poderia ser viável, com um cupão do fórum.
#899
Qualquer dia vou mandar mensagem para os tipos da Square para fazermos uma parceria com o fórum, cada novo cliente ganhamos comissão 😆
Se as subscrições pudessem ser feitas diretamente na sociedade gestora em vez de um banco intermediário, poderia ser viável, com um cupão do fórum.
Há entidades que usam o banco depositário para isso, no caso da Square não dá, só dá mesmo nos bancos comercializadores.
"O risco vem de não saber o que se está a fazer" - Warren Buffett Não enviem mensagens privadas, exponham as dúvidas com a comunidade!
#900
Pode estar abaixo dos 4k mas está ainda muito acima dos valores de há 2 anos, 5 anos...

Ouro é ouro, é finito, não cresce nas árvores, existe como algo valioso desde sempre, a mesma barra física hoje ou ha 100 anos, ou 40 anos, tem a mesma cor, mesmo peso, mesma qualidade. Não muda. Assim como o seu propósito de reserva de valor intrínseco. Em momentos de hiperinflação então, quem tinha ouro safou-se e protegeu o seu $/património, quem não tinha, tramou se pois viu as moedas/notas valerem zero. Um pão a custar 200 bilhoes de marcos , vindo de 250 marcos deve ter sido uma experiência que marcou aquelas gerações... só que as seguintes, esquecem.

Portanto o valor das exchanges/ mercado é só relevante para quem detém ouro como veículo de investimento na alta, se o comprou quando estava a baixo preço. Sendo estes preços determinados por vários factores. Claro que para a quadrilha casa branca/ congresso / donors class, interessa que o preço do ouro diminua... assim como a manipulação da prata na Comex.

Relembro, no entanto, que nos ultimos 10 anos em particular nos ultimos 4/ 5 anos, desde que o dólar foi " weaponized " e sancionar/ congelar / roubar activos de outrem tornou se fait accompli/ prato do dia em certos círculos no ocidente, muitos bancos centrais no mundo têm vindo obviamente a reduzir a sua exposição ao dólar/ eurodólar e a acumular Ouro de forma muito acentuada e a criar novas formas de pagamento/ resolução de transacções em unidades de conta com base na totalidade ou em parte com ouro além de moedas nacionais.


Tick tock Fiat.

For whom does it toll?

It tolls for THEE, $


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