Boas a todos,
Depois de acompanhar este fórum nas últimas semanas, decidi partilhar a estrutura da minha carteira — também para ter feedback de quem tem mais experiência por aqui.
Contexto rápido: tenho mais de 30 anos de carreira em telecomunicações, e nos últimos tempos tenho-me dedicado a aprender análise de investimentos de forma mais estruturada.
A carteira está dividida 60% ETFs / 40% ações individuais.
ETFs (4, distribuição equitativa entre eles):
- SISF Euro Equity B
- VanEck Morningstar Developed Markets Dividend
- iShares Core MSCI Total International (em USD)
- DWS (Lux) BF Euro High Yield P Acc — obrigacionista,
incluído deliberadamente para reduzir o risco global
da componente de ETFs
Ações individuais (10 posições, 8 europeias + 2 americanas):
Mota Engil, Navigator, Münchener Rück, Alfen Beheer, Allianz, Indra Sistemas, L'Oréal, QT Group, Cigna, Byrna Technologies.
Sendo honesto: a maioria destas posições foi escolhida antes de eu ter um critério de seleção bem definido — mais por intuição, setor que conhecia, ou recomendação pontual.
Só mais recentemente comecei a aplicar análise fundamental de forma sistemática (P/E, ROE, D/E, dividend yield, margem de segurança via DCF) antes de decidir uma nova posição.
Estou agora a rever a carteira existente com esse critério mais rigoroso, para perceber quais posições reforçar e quais talvez não voltasse a escolher hoje.
Perguntas para quem está numa fase parecida de evolução:
- Já passaram por esta transição de "intuição" para critério mais estruturado? Como geriram as posições antigas — venda, manter, ou só parar de reforçar?
- Que critérios usam para decidir manter vs vender uma posição que já não bateria com o critério atual?
- Para quem segue mercado europeu, que fontes de dados fundamentais consideram mais fiáveis?
Vou tentando manter o tópico atualizado conforme a carteira evolui. Obrigado desde já pelo feedback!